Hamas entrega 4 corpos de reféns israelenses à Cruz Vermelha, diz fonte
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Troca desta semana seria a última sob a primeira fase do acordo de cessar-fogo com Israel; oficialmente trégua terminaria neste sábado (1º)
Um oficial de segurança de Israel disse que o Hamas entregou quatro corpos de reféns israelenses para a Cruz Vermelha. Espera-se que Israel liberte centenas de prisioneiros palestinos nas próximas horas.
Esta é a libertação final de reféns e prisioneiros palestinos sob a primeira fase do acordo de cessar-fogo que o Hamas e Israel concordaram no mês passado.
Oficialmente, a trégua termina neste sábado (1º). Não está claro se as negociações sobre a extensão do cessar-fogo começaram.
Os corpos liberados pelo Hamas nas primeiras horas desta quinta-feira (27), no horário local, ainda não foram identificados.
Anteriormente, Israel disse que enviaria uma equipe de especialistas do Centro Nacional de Medicina Forense para a passagem de fronteira de Kerem Shalom “para ajudar a identificar os reféns falecidos”.
Uma autoridade israelense disse anteriormente à CNN que não liberaria os prisioneiros palestinos até que tivesse identificado os corpos dos reféns.
Uma liberação anterior causou alvoroço quando um dos corpos entregues pelo Hamas — que deveria ser o da refém Shiri Bibas — foi encontrado, em vez disso, como sendo o de uma mulher de Gaza não identificada. Mais tarde, o Hamas culpou uma confusão e devolveu o corpo de Bibas.
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Se os quatro corpos forem identificados como pertencentes aos reféns, a liberação significaria que o Hamas e seus aliados agora mantêm 59 prisioneiros, de acordo com números israelenses. Destes, mais da metade é considerada morta pelo governo israelense.
A ala militar do Hamas, as Brigadas Qassam, disse mais cedo nesta quarta-feira que os restos mortais de Tsachi Idan, Itzhak Elgarat, Ohad Yahalomi e Shlomo Mantzur seriam entregues.
O exército israelense afirmou anteriormente que Mantzur, que aos 85 anos era o refém mais velho feito em 7 de outubro de 2023, foi morto durante o ataque liderado pelo Hamas e seu corpo foi mantido em Gaza. Não houve confirmação das mortes dos outros reféns.
A última transferência foi realizada em privado depois que o gabinete do primeiro-ministro israelense disse que um acordo havia sido alcançado para que os quatro corpos fossem devolvidos “em um procedimento acordado e sem cerimônias do Hamas”.
A entrega estava em dúvida desde sábado, quando Israel não libertou 620 prisioneiros palestinos em protesto contra o que disse serem “cerimônias humilhantes” conduzidas pelo Hamas durante liberações anteriores.
No sábado anterior, o Hamas libertou seis reféns israelenses de Gaza em duas cerimônias públicas e uma transferência privada, no que foi o retorno final de reféns vivos na primeira fase de um acordo de cessar-fogo que começou no mês passado.
Entre os palestinos que devem ser soltos está Nael Barghouti, o prisioneiro político palestino mais antigo. Nael foi preso pela primeira vez em 1978 e acusado de se envolver em ataques contra o exército israelense.
Ele foi solto em um acordo entre Israel e o Hamas de 2011, que viu 1.100 palestinos trocados por um soldado israelense mantido pelo Hamas por cinco anos, Gilad Shalit.
Nael foi preso novamente pelas forças israelenses em 2014 por “filiação ao Hamas”, de acordo com a mídia israelense, e desde então está cumprindo pena perpétua.
Fonte: CNN Brasil